segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Projeto de Vida

O Projeto de Vida que venho desenvolvendo com minha turma está bem no cantinho direito da página, na parte dos "Destaques". Mesmo assim, segue o link...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Software para alfabetização

Vejam o que eu descobri...

"Estudantes da UnB criam software gratuito para a alfabetização de pessoas com deficiência intelectual. 


Antônio Filho Crédito da foto: Michael Melo/Veja

Configuração primária, poucas cores e vídeos em baixa definição. A julgar apenas pela aparência, o programa de computador Participar, criado por estudantes da Universidade de Brasília (UnB), poderia ser considerado uma ferramenta ultrapassada. Porém, essa plataforma educacional, simples do jeito que é, tem sido de grande valia para ajudar na resolução de um problema complexo. Fotos, filmes autoexplicativos e simulador de bate-papo auxiliam jovens e adultos com deficiência intelectual a se comunicar com o mundo." 

Para fazer o download no site do projeto http://www.projetoparticipar.unb.br/

sábado, 13 de setembro de 2014

Módulo: Carta Aberta

Confesso que esse módulo não é dos meus preferidos, mas... o que não tem remédio, remediado está! rsrsrs


Coloquei na sala uma cartinha que fiz para a turma. Assim, não esquecerão como é o formato de uma carta aberta.


Tem também outros cartazes que ainda vou colocar a foto.

Folclore

Eu sei que o Dia do Folclore já passou, mas antes tarde do que nunca! Na correria acabei não postando o que fiz no mês de agosto sobre o Folclore. Na verdade não fiz muita coisa, mas está aí. Também li algumas lendas para a turma.





Achei na Internet um cordel lindo sobre o folclore. Fizemos um jogral com ele.

Folclore em Cordel

22 de agosto
É dia de festejar
A cultura brasileira
A cultura popular
Construída pelo povo
É uma data especial
É o Dia do Folclore
Esta festa cultural

O folclore não é lenda
Nem é só realidade
É a arte, é a cultura
De toda comunidade
É a manifestação
Do saber dessa nação
Da roça até a cidade.

Mas peço licença agora
Pra falar de nossa terra
O folclore é brasileiro
Mas nosso Nordeste impera
O jeito do nordestino
Cativa desde menino
O teatro e a novela

Dança de coco e reisado
Forró, xaxado e baião,
Festa de Reis, vaquejada
São Pedro e São João
Folguedos e pastoril
Danças de todo o Brasil
Tem na nossa região
   
E as lendas do sertão
É coisa de se espantar
Falam de uma caipora
Que só dá pra assobiar
Ainda hoje tem gente 
Que insiste em lhe agradar
Leva fumo todo dia
Com medo de apanhar
É na boquinha da noite
Que ela dá-lhe uma açoite
Se o fumo não estiver lá

As ervas medicinais
São aqui da região
Mastruz com leite pra verme
E bordo pra indigestão
E se nada resolver
O povo manda benzer
Já é essa a tradição

E o nosso artesanato,
Não tem nem comparação
É a criatividade
Das mulheres do sertão.
Do crochê ao bordado,
Da pintura ao tricô,
É tanta peça bonita
Que confunde o comprador

Mas não é só artesanato
A culinária também
Encanta e chama atenção
Do visitante que vem
É um tempero e sabor
Eu recomendo ao senhor
E só no Nordeste tem
  
O nosso povo tem arte
Costume e superstição
Pé direito na frente é sorte
Gato preto é maldição
Mas é um povo de fé
Capaz de ir até de pé
Pro Juazeiro em procissão

Existem diversas crenças
Na cultura popular
Manga com leite faz mal
Primos não podem casar
Banho na sexta-feira
O povo não pode tomar
Pode até não ser verdade
Quem sou eu pra duvidar?

É muito bom recordar
De toda essa tradição
Tem muita gente arretada
Que povoa esse sertão
E se o assunto é Nordeste
Lembro do cabra da peste
Virgulino, o Lampião.

É uma honra para nós
Falar do folclore em cordel
Essa arte que encanta
Essa inspiração do céu
A nossa literatura
Enfim, a nossa cultura
É de tirar o chapéu!

Prof. Camila Barros
Escola Estadual de Ensino Médio Nezinho Pereira 
Inhapi, Alagoas

domingo, 3 de agosto de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

A pipoca - Rubem Alves

Passei para as minhas turmas do 8° ano...

No belíssimo texto A Pipoca Rubem Alves faz uma analogia entre a transformação do milho em pipoca e a transformação do homem diante da vida. O fogo que aquece o milho causa uma mudança, a transformação do milho em pipoca. Esse fogo representa os problemas, um situação diferente, algo inesperado ao em nossas vidas, causando em nós uma grande mudança, assim como o milho se transforma em pipoca, ou seja, em algo melhor. Mas há também o piruá (o milho que mesmo com o calor do fogo não estoura), o qual representa as pessoas que se recusam a mudar. E esse texto fala muito bem sobre isso. Coloquei aqui um vídeo narrado e o texto também.

video

A PIPOCA (Rubem Alves)

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não
pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".

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RESPONDA:

1) Segundo o texto, o que significa ser como a pipoca e o que significa ser como o piruá?

2) E você, é uma pipoca estourada ou um piruá? Por quê?

domingo, 27 de julho de 2014

Festa Caipira

Já que na minha escola não teve festa caipira esse ano, resolvi fazer na sala de aula o "Arraial do Realfa". Foi na sexta-feira passada. A festa estava muito divertida e deliciosa!

 



 







sábado, 19 de julho de 2014

Dia do Amigo

Na última quinta-feira, comecei a falar sobre o Dia do Amigo com meus alunos.


  • Vídeo bem legal: "Parcialmente Nublado"

video

  • Música: Canção da América, Milton Nascimento e Fernando Brant.

LETRA

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

QUESTÕES


1) Qual o significado da expressão "debaixo de sete chaves"?

___________________________________________

2) Procure no texto uma palavra que rime com:

Guardar _________________     Coração _______________

3) Substitua pelo significado correto na frase:

a) Guardo na lembrança a sua imagem.

___________________________________________

b) Trouxe uma lembrança para você.

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  • Livro: Três Amizades

O livro "Três Amizades", de Marcia Kupstas e integrante da coleção "Três por Três", apresenta três narrativas envolventes que se passam épocas muito diferentes. Nelas, a ajuda dos amigos é valiosa para que os personagens enfrentem situações que envolvem dificuldades, perigos e mistérios.

Editora Atual/Saraiva
  • O que é ser amigo?
Os alunos escreveram no caderno o significado de ser amigo. Depois coloquei num cartaz algumas dessas frases.


  • Outra sugestão

>> Acróstico com a palavra AMIZADE.

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FELIZ DIA DO AMIGO!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Capacitação de Música

Foi muito bom rever o maestro e escritor Ricardo Prado.




*SINOPSE:
Misto de Harry Potter com O mundo de sofia, a série de livros Trilhas: uma viagem musical promete ser o novo hit do público pré-adolescente. No primeiro livro da série, os leitores são apresentados ao Leo, um típico adolescente que se vê “abandonado” pelos pais, que vão morar no exterior e o deixam no Brasil com a avó. Numa típica crise de revolta contra a tirania do pai e a passividade da mãe, Leo acaba salvo do tédio e da solidão pela música, que passa a compartilhar com os amigos e a avó, uma surpreendente roqueira.

Famílias silábicas

Resolvi montar essa família silábica e colocar na sala de aula. Nesse difícil processo de alfabetizar adolescentes, tudo ajuda. E eles ainda aprenderam palavras novas.


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